Esta foi uma viagem dentro da viagem! Estar aqui na China, geograficamente é semelhante a estar no Brasil. Ir para Hong Kong leva umas duas horas e meia de avião e custa uma pequena fortuna para os padrões asiáticos. Mas não resistimos!
Pra quem não sabe, até 1997 Hong Kong pertencia a Inglaterra, que devolveu o território para a China, num interessante caso da história entre os dois países. O governo Chinês muito sabiamente manteve a independência de Hong Kong, fazendo com que as duas culturas (Britânica e Chinesa) ficassem lado a lado num mesmo território até hoje.
Ficamos hospedados num albergue de um casal que conheci em um dos meus passeios. Fica na Nathan Road, a principal artéria de comércio da cidade. Milhares de pessoas indo e vindo, ônibus de dois andares, motoristas dirigindo do lado direito, muita novidade para ver!

As ruas laterais da Nathan Road são iluminadas e cheias de vibração. Você se sente mais a vontade porque muitos nomes estão escritos em inglês e o pessoal é mais educado ocidentalmente falando.

Um passeio na Calçada das Estrelas é essencial. Vários astros chineses já deixaram aqui sua digital. Mas para nós o mais interessante é a vista dos famosos prédios de Hong Kong banhados pelo imenso oceano azul. O vai e vem dos charmosos ferrys de Victoria Harbour que ligam o Kowloon a Hong Kong Island (em apenas cinco minutos) encantam ainda mais aos nossos olhos.


A estação de metrô Tsim Sha Tsui fica exatamente nesta praça gostosa onde assistimos uma apresentação musical de um conjunto da Alemanha.

Atravessando o ferry você está na Central, o lado oposto onde ficam os prédios enormes, geralmente sedes de bancos ou multinacionais. Seguindo adiante está a Escalator, a maior escada rolante do mundo construída em 1994, com aproximadamente 800 metros subindo montanha acima.

A escada funciona descendo de manhã para os moradores que vão trabalhar e depois ela inverte e passa a subir, ligando o porto de Victoria ao bairro de Mid Levels. Todo o acesso a estes prédios é por passarelas para evitar aglomeração nas ruas embaixo.

O entorno das escadas é outro ponto legal para conhecer. Por aqui passam nada menos que 250 mil pessoas por dia. No entorno dela vários barzinhos de diferentes estilos que ficam lotados à noite. Lojas de estilistas, antiguidades, fotografia e acessórios transados são fáceis de encontrar aqui na região conhecida como Soho. Tem tantos prédios de apartamentos colados na escada que você conseguer enxergar o que os moradores estão fazendo lá dentro.

Sem ir muito longe, andando por estas ruas é fácil encontrar as ligações com a China, vários wet markets, desde açougues e frutas e verduras disputando a clientela lado a lado.


Na Central você pode pegar um ônibus circular que leva até o The Peak, a montanha mais alta de Hong Kong Island, 552 metros acima do mar. Um trenzinho com 120 anos que sobe direto ao topo é outra alternativa. Nós preferimos subir de ônibus e descemos pelo trenzinho. O caminho é impressionante, cheio de curvas e com prédios inseridos na montanha de uma forma assombrosa. É um lugares mais caros do mundo para morar. De vez em quando eu pensava que o ônibus ia cair e rolar até o mar… E você olha pela janela, vê tudo pequeninho lá embaixo e ao mesmo tempo avista somente o andar térreo de um gigante condomínio de arranha céus.
Chegando lá em cima, tem um shopping e o prédio do The Peak, que abriga lojas, restaurantes e o observatório. A vista é com certeza é uma das mais chocantes do planeta!

Fazia muito frio e ventava bastante naquela noite, foi difícil ficar muito tempo lá fora no observatório. Nosso jantar foi muito especial, escolhemos o Bubba Gump Shrimp, muito famoso, sempre cheio e com a melhor vista do skyline de Hong Kong. Maravilhoso!


Outra atração imperdível é o Ngong Ping Cable Car, que apesar de ser bem longe e ter muita fila vale a pena esperar. Procure chegar cedo e tente ir durante a semana porque aos domingos o movimento é gigante. Custa aproximadamente 60 reais por pessoa e o trajeto dura cerca de meia hora. Você verá paisagens maravilhosas…

Nossa cabine tinha o fundo de vidro, conseguíamos enxergar tudo lá embaixo enquanto subíamos mais e mais alto…

Até que não deu medo e curtimos bastante o passeio.
Quase chegando na estação você avista o grande Buda sentado em cima de uma montanha.

Chegando lá existem algumas lojas de souvenirs, restaurantes e um cansativo caminho para quem quiser ver o Buda mais de perto. Nós preferimos curtir a praça e almoçamos cedo para não pegar vila na volta.



O melhor restaurante do lugar é Ngong Pink Garden que tem tradição na cidade. Este prato de peixe com legumes que escolhemos tem um tempero bem tradicional da cidade. Nós gostamos muito, bem melhor que a comida costumeira de Shanghai.
Na praça central ainda encontramos uma exposição de bondinhos deste mesmo tipo, de todas as partes do mundo. E olha quem estava lá! O nosso bondinho de Balneário Camboriú.

Um lugar para sentir o consumo vibrante dos chineses é Ladies Market. São várias barraquinhas vendendo roupas, mala, acessórios para iPhone, lingerie, souvenirs e calçados baratos.

Os homens vão curtir as ruas em torno deste endereço porque estão lotadas de lojas que vendem produtos eletrônicos e celulares. É uma loucura, muita gente comprando, tudo lotado e aquelas lojas gigantes…

Só estando aqui para saber a sensação de ver tamanha multidão se atropelando ou atropelando você!

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