Suzhou

16/03/2012

Suzhou fica aproximadamente a 120 km de Shanghai e nós realizamos este passeio com a agência que fica no Shanghai Stadium. Custou 60 reais por pessoa e inicia todos os dias as 08h, com direito ao ingresso nas atrações visitadas.

O dia estava muito frio, 0 graus para ser mais exata. Mas pela sensação térmica e vento gelado parecia ser ainda pior. Depois de uma hora e meia de viagem chegamos na cidade, direto no Jardim Liuyuan um dos mais famosos e que está incluído na lista de Patrimônio Mundial da Unesco. Sua construção iniciou em 1593. O lugar é maravilhoso, digno de muitas fotos, imenso e cheio de paisagens fascinantes, é difícil encontrar palavras para descrever tamanha magnitude projetada há séculos atrás.

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Tem uma área imensa de plantação de bambu e um pátio com vários bonsais, que devem ser centenários.

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A próxima parada foi num restaurante chinês bem tradicional, daqueles que ninguém fala inglês, muito menos o cardápio. Nossa guia do ônibus nos ajudou e conseguiu dizer que poderíamos escolher entre porco e pato. Just pork ou duck, no more. O prato estava bonito, mas impossível comer a carne. Ainda bem que deu para comer o arroz e os vegetais.

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Continuamos nosso passeio visitando o museu da seda. Acompanhamos todo o processo do bichinho da seda na máquina, na fiação do tecido até o momento da confecção de edredons fofíssimos.

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Olha só o tadinho do bichinho morto depois.

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Bem, pelo menos o resultado é lindo e conseguimos assistir um desfile das chinesas com seus tradicionais vestidos de seda bordados. Maravilhosos de ver!

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No final da visita você sai numa loja gigante que vende roupas, pijamas, edredons e lenços de seda maravilhosos. O preço é bem caro, mas com uma qualidade inquestionável. Este esquema de visitar alguma coisa e no final cair num lojão ( de qualquer coisa, alimentos, roupas, sala de jogos e brinquedos) é tipicamente chinês, parece um labirinto no final de cada atração.

A próxima parada foi no museu e loja de pérolas. Até este momento não tinhamos compreendido o porquê de tantas lojas vendendo o produto em Shanghai, pensávamos que eram cópias ou jóias em geral. Aliás, as chinesas não usam bijus como nós, apenas jóias verdadeiras e sempre bem discretas. Assistimos uma pequena exposição de colares, brincos, pulseiras e cremes! Eu amei esta parte, meus olhinhos brilhavam enquanto a vendedora passava o creme em suas mãos e mostrava a pele ganhando vitalidade instantânea. A hora que ela passou o potinho para nós experimentarmos então foi o auge! Tudo sem entender uma única palavra. Pensem na minha alegria!

Por sorte tinha uma vendedora na próxima sala que falava inglês e nos explicou que pertinho de Suzhou tem o Lake Tai onde são cultivadas essas pérolas conhecidas como fresh water ou pérolas de água doce. Uma única concha produz umas quinze unidades, por isso o preço é mais acessível. Como tem todas são perfeitas eles aproveitam essas mais deformadas na produção de cremes. Meu marido fez questão de presentear a mim e outras mulheres especiais. Também ganhei aqui o meu primeiro brinco de pérolas originais, chinesas mais originais….

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Nossa próxima parada foi no Jardim do Administrador Humilde. A entrada do lugar, com vista para a ponte que corta a cidade é linda.

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Tem um forte com uma construção chinesa milenar, acessível por vários ângulos do parque mas que na época antiga era isolado por grandes portões de ferro. De novo nós perdemos muita informação por não entender chinês e nos conformávamos “apenas” com a vista maravilhosa.

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Passeamos um pouco e logo em seguida nos direcionamos para a beira do lago onde uma tradicional gôndola chinesa nos aguardava. Cada uma comportava 8 pessoas e quem empurrava a tal da embarcação era uma mulher. O que não sabíamos era que além de remar, ela cantava músicas chinesas (no estilo romântico e melancólico) enquanto o barulho da água tocando a gôndola compunha o mais sensível arranjo… Foi uma experiência arrepiante, muito linda e romântica.

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Saindo do parque de ônibus já avistávamos uma gigante pagoda no alto de uma montanha, o Tiger Hill. E que felicidade foi ver que o ônibus se dirigia para lá. O parque é gigante e harmonioso e depois de subir alguns bons lances de escada você chega aos pés da imensa construção chinesa, a única na China construída em concreto no tradicional estilo da arquitetura chinesa.

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Assim com a Torre de Pisa ela também está levemente inclinada. E por isto está cercada, impedindo a visitação interna. Como sempre o lugar estava lotado de turistas chineses.

O passeio termina no final da tarde e é altamente recomendado. Uma grande oportunidade de ver paisagens tipicamente chinesas, numa cidade construída em 53 A.c e ainda considerada pequena para eles, visto estar beirando apenas os 7 milhões de habitantes!

Shanghai Museu Ciência e Tecnologia

20/12/2011

Esse é um dos museus mais interessantes de Shanghai. A Century Avenue e a construção do museu já é uma enorme obra de arte a ser apreciada. A área é muito ampla e moderna, uma cruel oposicão a parte velha de Shanghai.

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Ele fica um pouco distante do centro, na linha 2 e tem uma estação exclusiva. O ingresso custa 20 reais. Para assistir ao filme 4D tivemos que pagar mais 12 reais. O filme em cartaz era muito paradão e não foi nada muito emocionante, mas as poltronas tremiam, fazia vento e espirrava água dentro do cinema.

O museu é composto por várias salas, dentre as tantas nós escolhemos a área de ciência que engloba o funcionamento do corpo humano, medicina e até atividades físicas.

Mas a sala mais interessante que visitamos foi a dos robôs. Logo no início tem 3 deles dançando!

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Tem outro que reconhece a bolsa na esteira.

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Happy Valley Shanghai

17/12/2011

Este parque de diversões de Shanghai é uma das atrações mais indicadas por vários sites de viagens. Ele fica há uns 40km do centro e a linha 8 cobre este trecho. A estação Sheshan fica na frente de onde saem os shuttle bus para o parque. Basta atravessar o viaduto e você vai ver os ônibus do parque.

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O ingresso custa 60 reais e além de diversos brinquedos você pode assistir a diversas atrações culturais. Ele é muito parecido com o nosso Beto Carrero.

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Tem boa infraestrutura de restaurantes e muitas lojas de souvenirs logo na entrada.

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Comecei o dia com um brinquedo de virar a cabeça. Morri de medo pensando que eu ia cair da cadeira quando virava, fiquei tensa.

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E descobri que depois dos 30 algumas coisas já não são mais tão legais. Um casalzinho de chineses e mais uma moça chinesa ficaram rindo da minha pós viagem… Se encantaram por esta brasileira e rindo apontavam para a montanha russa…. Não falavam mais que Hi em inglês, mas eram muito legais. Fui acompanhando e quando vi já estava na fila com eles. A montanha russa era de madeira! Eu só me certifiquei para ver se não tinha looping e encarei.
Não me lembrava mais da sensação de velocidade, pânico, medo de altura e estômago embrulhado. Tudo junto. Que horror, agora sei que não gosto mais mesmo.

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Tinha outras montanhas russa, mais altas, com looping, que espirravam água, mas nem pensar. Falando em água eu curti o próximo brinquedo, tipo um bote com vários assentos descendo por um rio… Bem mais light!

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Continuei com os chinas e fomos num brinquedo que eu achei bem sem graça mas eles curtiram. Um carrinho movido a força do braço que no final ligava uma alavanca para apagar um fogo fictício no avião, é mais uma competição…

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Eu estava com fome e gesticulei para eles, que não entenderam minha mímica. Hungry, I am hungry! Pizza Hut! Nada… A mocinha pegou o telefone e ligou para um amigo que falava inglês e me passou. Ele disse que eles tinham me achado muito bonita e simpática e queriam saber o que eu estava falando. Porque eu falei Pizza Hut e nada deles entenderem… O rapaz compreendeu e falou para eles… Fomos os quatro almoçar… Mais mímicas, mas apreciei muito a companhia deles, que pagaram até meu almoço. Depois disso fiquei só com a chinesinha porque o casal queria ir nos brinquedos mais radicais.

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Assistimos a um filme em 4D muito legal, a sensação é impressionante, vale a pena entrar. Depois voltei a ser criança e fui até no carrosel. A chinesinha me arrastou para a casa do terror, tremendo mas querendo muito entrar. Ela pegou na minha mão… Que figura engraçada! Nem deu medo, era bem sem graça.

Quando eu mostrei o mapa do parque apontando para as outras atrações ela pegou o celular e traduziu do chinês para inglês, work! Bye… E rindo se despediu assim bem rápido, sem falar mais nada… Não que eu fosse entender qualquer coisa, mas depois de algumas horas de relacionamento parece que você espera mais… Mas mais o que? Eu não falo chinês, ela não sabe inglês, nem o nome dela consegui entender… Facebook? Nem pensar aqui na China. Abraços? Não, seria muito ousado de minha parte. Então, são pessoas assim que Deus coloca no nosso caminho por algum motivo…

Depois visitei a Cidade da Mina. O trenzinho mais legal estava em manutenção.

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E consegui pegar uma parte de uma peça de teatro.

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Mas a melhor de todas as atrações foi a última, bem na saída do parque. Se chama Soaring Dragon. Uma fileira de poltronas que se erguem há uns 15m do chão e ficam coladas numa tela de projeção, como se fosse um 3d, mas não precisava usar óculos. O dragão apresentava diversas atrações e paisagens fascinantes da China. Montanhas, lagos, aquelas pagodas gigantes, a grande muralha… O Bund em Shanghai… Saí emocionada! Muito lindo e com uma tecnologia que me impressionou demais. Não sei se temos algo do tipo no Brasil. Só esta atração já valeu a visita!

O Pato de Pequim

17/12/2011

Não será dessa vez que a Periquita Amarela irá para Pequim, além de ser bem longe a temperatura está uns 10 graus negativos. Ninguém merece! Ouvimos muitos comentários sobre o famoso Pato de Pequim ( e também encontramos vários patos pendurados pelo pescoço) e ainda bem que conseguimos provar aqui em Shanghai.

Fomos direto ao restaurante mais indicado, cujo nome em pinyin é Quán Jù Dé. Mas não espere encontrar essas letras em nenhum lugar, a fachada do restaurante é toda em chinês. O endereço é Huaihai Midle Road, 786, 4. andar. Aqui eles preparam o pato seguindo a receita original de Pequim.

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Diz a receita que o preparo já começa na criação da ave, que nos primeiros 45 dias é criada solta e obrigada a fazer umas quatro ou cinco refeições por dia até atingir o peso ideal. Elas são evisceradas por um buraco em uma das asas. O ar é bombeado por este orifício e a pele estufa. Depois ele é escaldado em água fervendo e passado no açúcar ou uma mistura de gengibre e mel. Ele é pendurado para escorrer e para que a pele fique crocante depois. O fogo para assar o pato também é importante e geralmente é feito com madeira de árvores frutíferas.

Depois de exatamente 1hora após o pedido vem o moço da cozinha com o pato.

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Ele desliza a faca com uma agilidade invejável e corta o peito do pato em fatias. O resto deve ir para outros preparos. Ele é servido com panquecas finíssimas, tiras de cebola e um molho forte e agridoce. Eu que nunca gostei de pato mudei minha opinião. A pele fica extramamente crocante por fora e como ele fica pendurado para escorrer a gordura a carne torna-se suave, sem aquele gosto mais acentuado do pato. O sabor é maravihoso.

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Flower Market

16/12/2011

A primera visita a um mercado de Flores aqui de Shanghai, um tal de Caojiadu foi meio frustante. O lugar era extremamente sujo e mal organizado e tinha poucos flores naturais. A não ser pela cacatua e pela arara a viagem não teria valido a pena.

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Mas fui fazer uma visita no Flower Market de Hongqiao e gostei muito do lugar. Fica na HongJing Road, 718, perto da estação do Shanghai Zoo, linha 10 do metrô. Aqui você encontra artigos para decoração que foge do chinês tradicional com bons preços. Tem uma loja legal de artigos para cozinha e doces em geral. E uma banca que só vende aqueles adesivos de parede para decorar. Aproveitei para comprar umas coisinhas.

E tem muitas, muitas flores. De várias cores, lindas!

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Tem algumas lojas que só vendem orquídeas.

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Folhagens para casa ou escritório tem aqui também. E uma sessão externa de mudas para jardim. Dá vontade de comprar todas…

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Gosto particularmente dessas flores azuis, são bem diferentes das nossas e foram presente do maridão dia desses.

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Os chineses não gostam de perder uma oportunidade e aproveitaram a época do Natal para vender árvores e enfeites. Mas os valores não são made in China, achei bem caro até.

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Tem até pinheirinho chinês de bamboo.

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Se você tiver tempo aqui em Shanghai não deixe de encher seus olhos com estas cores!

Hong Kong

14/12/2011

Esta foi uma viagem dentro da viagem! Estar aqui na China, geograficamente é semelhante a estar no Brasil. Ir para Hong Kong leva umas duas horas e meia de avião e custa uma pequena fortuna para os padrões asiáticos. Mas não resistimos!
Pra quem não sabe, até 1997 Hong Kong pertencia a Inglaterra, que devolveu o território para a China, num interessante caso da história entre os dois países. O governo Chinês muito sabiamente manteve a independência de Hong Kong, fazendo com que as duas culturas (Britânica e Chinesa) ficassem lado a lado num mesmo território até hoje.

Ficamos hospedados num albergue de um casal que conheci em um dos meus passeios. Fica na Nathan Road, a principal artéria de comércio da cidade. Milhares de pessoas indo e vindo, ônibus de dois andares, motoristas dirigindo do lado direito, muita novidade para ver!

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As ruas laterais da Nathan Road são iluminadas e cheias de vibração. Você se sente mais a vontade porque muitos nomes estão escritos em inglês e o pessoal é mais educado ocidentalmente falando.

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Um passeio na Calçada das Estrelas é essencial. Vários astros chineses já deixaram aqui sua digital. Mas para nós o mais interessante é a vista dos famosos prédios de Hong Kong banhados pelo imenso oceano azul. O vai e vem dos charmosos ferrys de Victoria Harbour que ligam o Kowloon a Hong Kong Island (em apenas cinco minutos) encantam ainda mais aos nossos olhos.

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A estação de metrô Tsim Sha Tsui fica exatamente nesta praça gostosa onde assistimos uma apresentação musical de um conjunto da Alemanha.

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Atravessando o ferry você está na Central, o lado oposto onde ficam os prédios enormes, geralmente sedes de bancos ou multinacionais. Seguindo adiante está a Escalator, a maior escada rolante do mundo construída em 1994, com aproximadamente 800 metros subindo montanha acima.

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A escada funciona descendo de manhã para os moradores que vão trabalhar e depois ela inverte e passa a subir, ligando o porto de Victoria ao bairro de Mid Levels. Todo o acesso a estes prédios é por passarelas para evitar aglomeração nas ruas embaixo.

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O entorno das escadas é outro ponto legal para conhecer. Por aqui passam nada menos que 250 mil pessoas por dia. No entorno dela vários barzinhos de diferentes estilos que ficam lotados à noite. Lojas de estilistas, antiguidades, fotografia e acessórios transados são fáceis de encontrar aqui na região conhecida como Soho. Tem tantos prédios de apartamentos colados na escada que você conseguer enxergar o que os moradores estão fazendo lá dentro.

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Sem ir muito longe, andando por estas ruas é fácil encontrar as ligações com a China, vários wet markets, desde açougues e frutas e verduras disputando a clientela lado a lado.

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Na Central você pode pegar um ônibus circular que leva até o The Peak, a montanha mais alta de Hong Kong Island, 552 metros acima do mar. Um trenzinho com 120 anos que sobe direto ao topo é outra alternativa. Nós preferimos subir de ônibus e descemos pelo trenzinho. O caminho é impressionante, cheio de curvas e com prédios inseridos na montanha de uma forma assombrosa. É um lugares mais caros do mundo para morar. De vez em quando eu pensava que o ônibus ia cair e rolar até o mar… E você olha pela janela, vê tudo pequeninho lá embaixo e ao mesmo tempo avista somente o andar térreo de um gigante condomínio de arranha céus.
Chegando lá em cima, tem um shopping e o prédio do The Peak, que abriga lojas, restaurantes e o observatório. A vista é com certeza é uma das mais chocantes do planeta!

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Fazia muito frio e ventava bastante naquela noite, foi difícil ficar muito tempo lá fora no observatório. Nosso jantar foi muito especial, escolhemos o Bubba Gump Shrimp, muito famoso, sempre cheio e com a melhor vista do skyline de Hong Kong. Maravilhoso!

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Outra atração imperdível é o Ngong Ping Cable Car, que apesar de ser bem longe e ter muita fila vale a pena esperar. Procure chegar cedo e tente ir durante a semana porque aos domingos o movimento é gigante. Custa aproximadamente 60 reais por pessoa e o trajeto dura cerca de meia hora. Você verá paisagens maravilhosas…

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Nossa cabine tinha o fundo de vidro, conseguíamos enxergar tudo lá embaixo enquanto subíamos mais e mais alto…

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Até que não deu medo e curtimos bastante o passeio.

Quase chegando na estação você avista o grande Buda sentado em cima de uma montanha.

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Chegando lá existem algumas lojas de souvenirs, restaurantes e um cansativo caminho para quem quiser ver o Buda mais de perto. Nós preferimos curtir a praça e almoçamos cedo para não pegar vila na volta.

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O melhor restaurante do lugar é Ngong Pink Garden que tem tradição na cidade. Este prato de peixe com legumes que escolhemos tem um tempero bem tradicional da cidade. Nós gostamos muito, bem melhor que a comida costumeira de Shanghai.

Na praça central ainda encontramos uma exposição de bondinhos deste mesmo tipo, de todas as partes do mundo. E olha quem estava lá! O nosso bondinho de Balneário Camboriú.

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Um lugar para sentir o consumo vibrante dos chineses é Ladies Market. São várias barraquinhas vendendo roupas, mala, acessórios para iPhone, lingerie, souvenirs e calçados baratos.

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Os homens vão curtir as ruas em torno deste endereço porque estão lotadas de lojas que vendem produtos eletrônicos e celulares. É uma loucura, muita gente comprando, tudo lotado e aquelas lojas gigantes…

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Só estando aqui para saber a sensação de ver tamanha multidão se atropelando ou atropelando você!

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Chinese cooking class

09/12/2011

Como eu gosto de cozinhar e mais ainda de comer, resolvi procurar um curso de culinária chinesa. A seleção não foi fácil porque praticamente inexistem cursos em inglês ( acho que eu sei um pouco mais de inglês do que chinês, mas só um pouco…) aqui em Shanghai.

Olhando na internet achei uma escola com um calendário de cursos em inglês, mas não consegui entender direito o esquema das aulas e resolvi ir pessoalmente. Até que foi fácil chegar na Shanghai Cooking Workshop que fica na Donping Lu em Puxi (uma rua muito charmosa com gostosos restaurantes e cheia de noivos posando para fotos), mas logo na entrada fiquei com um pé atrás. O lugar era meio a casa de alguém, ou melhor, de ninguém, porque a bagunça era grande… Ninguém falava inglés, me deram um cartãozinho e liguei dias depois. Acabei me inscrevendo para uma aula de spring rolls e fried dumplings, por 2 horas paguei 50 reais.

A professora só falava chinês mas a receita estava em inglês… Tinha apenas eu e uma japonesa que também estava meio horrorizada com a sujeira… Mas foi legal, aprendi que eles usam alho, gengibre, pimenta, óleo de gergelim e vários tipos de molho shoyo para tudo. O fried dumpling pode levar diferentes recheios. Este que aprendemos era de carne suína, o mais tradicional. Além da carne já ser bastante gordurosa ela acrescentou a mesma quantidade de algo semelhante a uma geléia de banha de porco!

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Só posso dizer que é bem pesado, mas é bom.

Não satisfeita com uma aula continuei a busca, mas o que eu encontrei estava fora do orçamento e era gastronomia francesa! Até que a nossa guia do passeio de bike comentou do Community Center Shanghai uma organização voltada para expatriados que oferece uma variedade de cursos. Acabei me matriculando para 3 aulas, por 270 reais o pacote.

As aulas foram ministradas na casa (e que casa maravilhosa) de uma amiga da professora. Todos os dias aprendemos 3 receitas. Todas elas com muitos legumes e a maioria com carne de porco moída ou tofu (existem centenas de tipo) que eles misturam com tudo. As texturas e sabores são bem diferentes para o nosso paladar, mas como eu podia preparar a minha porção sempre colocava um pouco menos de pimenta para curtir tudo.

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Salada de tofu bamboo.

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O tempero básico da carne de porco é molho shoyo, dark mushroom sauce, chinese cooking wine, oyster sauce e sesame oil….uhmmmm…

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Esse aí é o prato final com a carne de porco. Ainda acrescentamos mais alguns ingredientes, o mais estranho foi uma pasta de feijão preto. O resultado foi comível!

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As aulas foram bem preparadas e a professora Dana é muito querida. Procure por ela no website da organização, além de culinária tem curso de mandarim, cultura chinesa e encontros com outros expatriados que estão morando aqui, um bom lugar para fazer amigos.

Crianças lindas da China

07/12/2011

Eu sempre amei crianças e ver essas aqui tão diferentes, de olhinhos puxados, tem me encantado ainda mais.

Nāo é muito frequente encontrar elas no meio do povo, já que cada casal pode ter apenas 1 filho. Aqui em Shanghai caso, o primeiro filho seja uma menina, os pais podem tentar um segundo para ver se nasce um menino (é a glória ter um “reizinho” em casa e muitos pais sāo inferiorizados por terem tido mulheres). No interior onde a agricultura é apoiada parece que os casais podem ter mais filhos.

Os bebês, digamos crianças até um ano e meio, sempre usam as calças com um recorte no bumbum. Acho que deve ser para agilizar, mas é muito estranho. Reparem nos detalhes.

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Chegamos a ver uma māe segurando a criança agachada dentro de um lixeiro (num shopping bem povāo) para fazer o número 2….

Mas criança é tudo igual, elas fazem muito barulho quando estão juntas, choram por qualquer coisa, fazem bico e nos derretem o coração como essa.

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É tem cada uma mais linda que a outra.

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Muitas vezes não conseguimos bater foto, mas consegui até uma pose deste menino saindo do colégio de uniforme. No geral as mães ficam bobas aqui também quando a gente demonstra afeição pelo filho delas, mas não saber nenhuma palavra dificulta muito qualquer elogio que você queira fazer.

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Geralmente são os avós que se encarregam da educação dos netos e cabe a eles o levar e buscar as crianças no colégio enquanto os pais trabalham. Eles ficam espiando uma hora antes da aula terminar, por entre as grades do portão… No livro da Sônia Bridi ela relata uma história de uma avô que chegava a atrapalhar as aulas porque ficava o tempo todo do lado de fora da janela querendo ver o desempenho da neta.

Tanto é a preocupação pela educação destes pequenos que desde cedo eles sāo estimulados ao uso da tecnologia. Veja alguns novos clientes da Apple.

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Se depender destes pequenos a supremacia da China vai ainda além do que estamos vivendo…


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